Memorial do Consumo

Consumo: setor de bens duráveis cresceu 12% em 2017

consumo-digitalO consumidor está mais racional na hora da compra, mais informado e exigente. Este é uma das conclusões de um novo estudo da GfK, um dos mais importantes institutos de pesquisas do mundo, apresentado na Eletrolar Show 2017, que acontece nesta semana, em São Paulo. A pesquisa ainda aponta um considerável aumento nas vendas de três categorias de bens duráveis entre janeiro e junho de 2017: telecomunicações, linha branca e linha marrom.

Ao todo, o mercado movimentou R$ 39,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, um ganho de 12% no faturamento em relação a 2016, sendo 10% nas vendas e 2% no preço. “Como os preços vem caindo e a tecnologia ficando mais acessível, o consumidor está buscando aparelhos com mais recursos e mais capacidade”, explica Rui Agapito, diretor comercial da GfK e coordenador do estudo.

O mercado mais concorrido, com mais marcas lançando produtos, preços e inflação em queda e manutenção da taxa do dólar, foram outros fatores que contribuíram para um desempenho positivo no mercado de bens duráveis. A categoria que mais cresceu foi a de smartphones, com 23% de ganho em relação ao trimestre de 2016. A participação de aparelhos 4G também cresceu, atingindo 75,6% de janeiro a junho. Os computadores apresentaram seu primeiro aumento desde 2011, com 13% em faturamento de notebooks e 14% em volume.

Para a GfK, o consumidor adotou novos hábitos e, hoje, passa mais tempo em casa, o que beneficiou, por exemplo, a categoria de eletroportáteis. No período de janeiro a maio deste ano, as vendas cresceram 13% em faturamento e 12% em volume em relação ao mesmo espaço de tempo no ano passado. Os eletroportáteis direcionados ao preparo dos alimentos foram os que mais cresceram em vendas: 17,8% de aumento nos cinco primeiros meses deste ano. Foram seguidos por produtos de cuidados pessoais, com 17% de crescimento sobre o mesmo período do ano passado. “O consumidor está mais racional na hora da compra. Ele avalia o custo-benefício dos produtos e não se fixa tanto em marcas”, reforçou Agapito.

Destaque também para os televisores, que cresceram 15% em faturamento e 16% em volume. Os resultados dizem respeito, segundo o estudo, ao final do sinal analógico e o aumento da busca por smartTVs, que atingiu 64% de participação, 14 pontos percentuais a mais em comparação aos mesmos meses de 2016.

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SOBRE O AUTOR

é jornalista e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas do Consumo da ESPM-SP.