Memorial do Consumo

Imagens estáticas podem contar histórias?

sony-worldA temporalidade é um dos conceitos centrais na definição da narrativa. E o fotojornalismo sempre representou um problema para os estudos narratológicos. E isso porque se, no senso comum, é sempre possível dizer que uma fotografia conta uma história, há nas diferentes definições formais do termo “narrativa” um elemento comum que, de imediato, representa um impasse para as imagens que não têm na duração e no movimento o seu imperativo: a temporalidade.

Para discutir tal temporalidade, o artigo da Professora Doutora Eliza Bachega Casadei, integrante do corpo docente do PPGCOM ESPM, discute se a prática fotojornalística é capaz de engendrar narrativas ou se se trata de uma atividade meramente ligada à descrição. Posto que as teorias tradicionais, ligadas ao domínio do visível, expulsam a temporalidade da narrativa fotojornalística, é necessário devolver o tempo à imagem a partir de um outro registro: o visual. Nosso argumento é o de que é justamente no entrecruzamento do visível com o visual que a narrativa e a temporalidade do fotojornalismo se urdem, em uma concepção de imagem que não leva em consideração apenas os elementos semióticos do fotojornalismo, mas também os seus aspectos sintomáticos.

Georges Didi-Huberman, Paul Recoer, Philippe Dubois e Roland Barthes são alguns dos autores presentes na bibliografia. Clique AQUI e leia o artigo.

*A foto que estampa este artigo é do fotógrafo saudita Tasneem Alsultan, que ficou com o 1° lugar na categoria “Contemporary Issues” do Sony World Photogtaphy Awards, um dos principais prêmios do mundo da área.

SOBRE O AUTOR

é jornalista e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas do Consumo da ESPM-SP.