Memorial do Consumo

Comunicação, educação e consumo: as interfaces na teleficção

comunicacao-educacao-consumo

Descrição

Este grupo objetiva tratar da incorporação das reflexões sobre comunicação/consumo às conquistas teórico-práticas do campo comunicação/educação.

Nosso foco de estudos e reflexões está concentrado em três linhas gerais:

(1) a contemporaneidade, também chamada de era do consumo e/ou era da comunicação, considerando consumo e comunicação como formadores de um todo, indivisível, interdependente, em que se baseia o cotidiano e, portanto, o processo educacional;

(2) o alargamento das fronteiras do campo da comunicação e a concepção de educação e de consumo que a inter e transdisciplinaridade permitem; e

3) o campo comunicação/educação, hoje já possuidor de reflexões e pesquisas em seu âmbito, e que trata da atuação das agências de socialização e suas relações no processo de educação dos sujeitos.

Ementa

O aparato midiático envolve as tradicionais agências de socialização e disputa com elas – sobretudo com a escola – a primazia na formulação dos sentidos sociais. Este é um dos aspectos dos estudos do campo comunicação/educação. A questão do consumo como formador de identidades emerge nesse âmbito.

O processo de socialização, que envolve várias agências, sobretudo a escolar e a familiar, além da religiosa, tem encontrado no aparato midiático – hoje, o fio mais forte do tecido da cultura – uma outra agência, que se sobrepõe às demais e envolve a todos: professores e alunos e pais, com grande repercussão na formação dos sujeitos sociais. No âmbito dessas relações, e perpassando todas elas, emerge a questão do consumo. Pilar da contemporaneidade, construtor de identidades, o consumo de bens tangíveis e intangíveis tem se manifestado importante mediação constitutiva do sujeito. Seu conhecimento é indispensável para a formação de cidadãos capazes e críticos. Ele se relaciona diretamente, sem laço de subordinação, com a comunicação, por meio da mídia em geral; do discurso publicitário, tradicionalmente reconhecido como a ponte produção – consumo; do boca a boca e das festas culturais, comunicação plena de credibilidade, muitas vezes esquecida pelos estudiosos. O consumo está, portanto, no bojo do campo comunicação/educação. Palco da guerra permanente entre o que está já e o que há de vir, destaca-se na composição dos sentidos sociais. Aí podemos ganhar muitas batalhas, num processo cumulativo para a mudança, usando a arma do conhecimento.

Consideramos que as reflexões sobre as relações comunicação/educação/consumo devem partir do conhecimento acumulado nos estudos do campo comunicação/educação, sobretudo as que se referem à inteireza do processo comunicacional, privilegiando aspectos da recepção, ou seja, do consumo dessa comunicação. Sendo o campo comunicação/ educação lugar privilegiado na construção dos sentidos sociais é esse o lugar da construção da concepção de consumo.

Objetivos 

Este grupo de pesquisa tem como objetivos:

(1) Abordar aspectos da efetividade das inter-relações comunicação/educação/ consumo, e sua ressonância na teleficção, como indispensáveis para a formação de um sujeito capaz de participar criticamente da sociedade; e

(2) Estudar as práticas de comunicação midiática, notadamente a teleficção, e suas interfaces com o consumo material e simbólico;

Nesse processo busca incorporar as reflexões sobre consumo às conquistas teórico-práticas do campo comunicação/educação, sustentados pela epistemologia da complexidade.

Linhas de Pesquisa

A consecução desses objetivos indica a necessidade de 2 linhas de pesquisa:

Linha 1: Comunicação/Educação e Consumo

  1. A construção do campo comunicação/ educação e consumo, como objeto científico, e sua consolidação na produção de conhecimento sobre a atualidade;
  2. Destacar as profundas implicações desse campo no funcionamento da sociedade contemporânea ao participar ativamente do processo educativo;
  3. Conceber as informações como o primeiro passo para a construção do conhecimento, compreendendo que este implica sempre o global, a totalidade.

Linha 2: Comunicação, Consumo e Teleficção

  1. Os meios de comunicação como os maiores produtores de significados compartilhados socialmente;
  2. A centralidade da teleficção como narrativa da nação;
  3. Conceber as informações como o primeiro passo para a construção do conhecimento, compreendendo que este implica sempre o global, a totalidade.

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