Memorial do Consumo

Juvenália

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Descrição

O Grupo, recém-constituído (março de 2015), objetiva elaborar, em médio prazo, projeto temático coletivo, capaz de agregar as diferentes competências e áreas de atuação de seus vários integrantes e nos colocar em condição de competir junto a editais públicos de fomento à pesquisa. Atualmente, seus pesquisadores desenvolvem os seguintes projetos individuais: uma bolsa produtividade em pesquisa do CNPq, dois pós-doutorados (Fapesp e Capes), dois doutorados (Prosup) e um mestrado (Prosup) em andamento.

Em sua fase inicial o projeto comum de estudos e pesquisa que nos articula diz respeito à construção dos fundamentos epistêmicos, reflexivos, metódicos e conceituais que nortearão nossa prática de pesquisa e extensão, mediando a inserção da equipe no campo científico. Tomamos por declarada inspiração a proposta de Imre Lakatos da metodologia dos programas de investigação científica, bem como nos orientamos pela crítica de Paul Feyerabend aos “fundamentalistas do saber” e aos “relativistas extremos”. Dialogando com algumas das bases do racionalismo crítico, compreendemos nosso espaço de debate intelectual como sendo aquele da produção de um conhecimento sistemático e, nos termos de Jesus Martín-Barbero e Rossana Reguilo, “implicado”.

A consolidação de nosso guia epistêmico dialoga, constantemente, com o debate de temas da realidade brasileira e da conjuntura internacional, com destaque para aqueles diretamente relacionados a nosso campo de conhecimento, a saber, a comunicação e o consumo e a nosso objeto empírico, as culturas, práticas e condições juvenis. Com estas perspectivas objetivamos construir, com solidez e pluralidade, a massa crítica compartilhada que nos coloca em condição dialógica em relação a nossos diferentes objetos empíricos de pesquisa. Ressalte-se que, em sua diversidade, os pesquisadores do grupo tomam por base comum a metáfora que nos nomeia: JUVENÁLIA.

Embora jovem, o grupo possui raízes longevas na seara acadêmica, tanto sua líder quanto seus membros.

Ementa

O grupo estrutura-se em torno de duas principais contribuições: em termos macro, o debate da comunicação e do consumo contemporâneos dialoga diretamente com uma compreensão do conhecimento como campo aberto, plural, sujeito a refutações e comprovações mediante o debate intelectual entre pares.

A articulação entre nossas bases empíricas e conceituais é ponto fundamental para os estudos que desenvolvemos. Em termos mais específicos, pretendemos contribuir para o debate qualificado das culturas juvenis brasileiras, em sua conformação urbana, midiática e em sua relação com as sociedades do consumo, discursivas e imagéticas. Interessa-nos ainda chegar a resultados de pesquisa que nos permitam contribuir para o debate de políticas públicas concernentes aos setores juvenis, incidindo mais diretamente na articulação academia/comunidade.

Tanto a dimensão imagética e imaginária do consumo quanto a dimensão comunicacional dos diferentes ativismos juvenis são temas de relevância para a agenda científica nacional, possibilitando ainda uma inserção qualificada no debate acadêmico internacional.

Considerando a centralidade dos processos de comunicação e das práticas de consumo na cena contemporânea; compreendendo a política em sentido amplo, em suas expressões não institucionais e cotidianas, privilegiamos, como objeto empírico, estudos sobre a juventude, suas práticas de consumo e suas narrativas. Problematiza, em termos amplos: a) a centralidade do consumo de imagens na constituição sociocultural contemporânea; b) a reincorporação estetizada das mercadorias e a comercialização de “imagens-estilo-de-vida”; e c) as dinâmicas do olhar associadas às culturas midiáticas e de consumo; e, em termos específicos: d) as políticas de visibilidade articuladas a práticas de consumo, midiático, material e simbólico protagonizadas por segmentos e/ou coletivos juvenis; e) as práticas comunicacionais e de consumo articuladas por jovens no espaço das cidades e das digitalidades; e f) os engajamentos ético-estéticos juvenis vinculados ao consumo, à cena urbana e midiática. Assim, acolhe reflexões acadêmicas dedicadas a refletir sobre as visualidades e suas lógicas, e sobre as juventudes e suas expressividades, ambas associadas às culturas do consumo, à urbanidade e ao campo midiático.

Problematizar a natureza do consumo de imagens e as diferentes representações do juvenil em sociedades midiáticas, discursivas e estetizadas, em que se observa a nuclearidade dos engajamentos de base comunicacional, é a referência epistêmica fundante deste grupo. Acolher o debate sobre a dimensão imaterial, espetacularizada e subjetivista das sociedades ocidentais é um importante norteador reflexivo, aqui assumido na abordagem do inegável processo de iconização do capital. Esse processo enseja e propulsiona a geração de imagens e imaginários do consumo cada vez mais potentes, ancorados em narrativas “da juventude” e “sobre a juventude” complexas, plurais e muitas vezes paradoxais.

Objetivos

Este Grupo de Pesquisa tem por principal objetivo promover e consolidar um espaço de interlocução acadêmica (local, nacional e internacional), de intercâmbio comunidade/escola e de produção de conhecimento em torno de grandes temas e escolas teóricas da comunicação e do consumo articulados às culturas juvenis, ao campo midiático e à cena urbana. O debate intelectual, as pesquisas e projetos de extensão do grupo estão vinculadas ao universo das culturas juvenis, focando suas relações com a comunicação, a política e o consumo. A abordagem das culturas juvenis desdobra-se em duas linhas:

Linhas de pesquisa

Linha 1: Mídia, imagem e imaginário

Esta linha tem por objetivo investigar dimensões mitológicas, imagéticas e imaginárias das contemporâneas culturas do consumo, particularmente atentando-se às interações estabelecidas entre culturas visuais, culturas urbanas e cenas midiáticas. Propondo-se a pensar o plano das imagens e suas implicações na constituição e/ou reiteração de novos sensóreos e imaginários sociais, privilegia os estudos sobre as narrativas; daí o consumo de narrativas; as narrativas para o consumo e a mobilização de sentidos produzidos e decodificados em contextos socioculturais articulados a espaços de comunicação e consumo; ora ancorados em narrativas complexas, plurais e muitas vezes paradoxais “da juventude” e “sobre a juventude”. Também se incluem nesta linha as investigações de novos formatos e contextos de recepção de culturas e práticas midiáticas e massivas articuladas às culturas juvenis, configurando cenas e afetos midiáticos originais e disruptivos.

Linha 2: Cidade, ativismos e cosmopolitismos

Esta linha investiga condições juvenis e novos fluxos políticos associados a: a) ativismos, políticas de visibilidade e de subjetivação em mobilizações, movimentos e coletivos, com sua produção imagética e imaginária; b) ações de trânsito (urbano/digital; midiático/massivo; ético/estético) atinentes à midiatização do social, à espetacularização e à iconicização do capital; c) cosmopolitismos, diásporas, glocalidades e processos pós-periféricos articulados ao consumo (material e simbólico); d) dinâmicas botton-up e práticas contra-hegemônicas nas sociedades midiáticas e do consumo, com suas narrativas, politicidades e expressividades; e) processos de escuta e consumo musical; f) cenários de consumo da produção editorial independente articulados à cultura cotidiana. De sorte que essas associações tendem a constituir espaços de produção de conhecimento sobre textos midiáticos, situações ou quadros midiáticos de referência e criatividade em que populações designadas jovens podem se posicionar socialmente.

Equipe

Coordenadora

Participantes

Internos

Externos

Produção

  • Ciclo de Debates Afinal de contas, do que (não) estamos falando? pretende tratar do que há de novo na(s) ciência(s), do que não temos falado acerca de um suposto paradigma emergente, mas também do que temos falado, particularmente nas Ciências da Comunicação, revisitando grandes temas, metodologias, escolas, teses etc., em forma de uma série de debates com autoridades das mais variadas áreas do conhecimento. Para o primeiro encontro, com data a ser marcada, pretende-se revisar a noção de comunicação a partir da Nova Teoria da Comunicação em diálogo com a Nova Física.
  • Reuniões Mensais de discussão bibliográfica e de projetos
  • Produção Acadêmica e Técnica/Artístico Publicações (livros, artigos em revistas, etc.) Outros (exposições, entrevistas, produção audiovisual, etc.)
  • Eventos Palestra – Oscar Aguilera Ruiz (Abril/2015) Palestra com Germán Muñoz (março/2015).

Biblioteca

Calendário 2015

agenda

Contato